Reportagem: Me apaixonei em Paris

Aqui eu conto como a cidade do amor
me envolveu e como você pode desfrutar do melhor dela e se apaixonar também

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Quando eu viajo curto muito andar pelas ruas, “sentir” a cidade e descobrir as rotas fora dos circuitos turísticos. É óbvio que é impossível não visitar os principais locais. Por isso, caso esteja fazendo um tour pela Europa e Paris estiver em seu roteiro, dedique, no mínimo, três dias para a cidade do amor. Mas fique atento aos dias da semana, pois muitos locais fecham para visitação domingo e segundas-feiras.
Minhas dicas de um roteiro legal, para uma primeira vez em Paris são: tire um dia para conhecer Versalhes, um para o Louvre e outro para se jogar na cidade. No dia de se jogar, acorde bem cedinho e saia para caminhar (ou andar de patinete, expliquei na reportagem da semana passada como utilizar o Lime). Comece pela Torre Eiffel. Eu não comprei os bilhetes para subir, não achei necessário. Você pode andar em torno dela, fazer fotos de vários ângulos, comprar lembrancinhas dos vendedores ambulantes, comer um crepe, dos quiosques que ficam por ali, se deslumbrar com a energia do lugar (média de seis euros cada crepe, o de nutella é o mais pedido, eu escolhi de presunto e queijo).

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Conjunto monumental histórico: Ponte Alexandre III, Grand Palais e Petit Palais

Depois, atravesse a ponte, que fica em frente a Torre, siga pelas margens do Rio Sena até a Ponte Alexandre III, a ponte é linda e de lá também se consegue boas fotos da Torre. Na rua da ponte pegue a esquerda, você vai passar em frente ao Grand Palais e ao Petit Palais. A ponte e os palácios de belas artes formam um conjunto monumental histórico, com uma arquitetura incrível com uma energia ímpar. Aproveite para fazer mais fotos!

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Avenida Champs-Élysées

De lá siga para a avenida Champs-Élysées. Era meu sonho de adolescente conhecer esta avenida que têm sua história iniciada em 1640. E, é hoje um dos principais símbolos do luxo e da moda no mundo. Desfrute de seus dois quilômetros de lindezas. Ah, você vai ver vitrines das grifes mais famosas do mundo fashion, os bistrôs mais célebres da Europa, muitas ferraris e lamborghinis, para os apreciadores de máquinas potentes. E sua parada obrigatória será o Arco de Triunfo, óbvio. Outro monumento que eu não paguei para entrar, assim como na Torre, me contentei em contemplar sua estrutura e beleza. Andar por ali, fazer fotos, curtir e sentir a energia do lugar.

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Arco de Triunfo

Nesta altura do dia provavelmente você já estará com fome, eu fiz uma paradinha em um restaurante chamado Le Cristal, que está em uma das esquinas com a rotatória do Arco. Um ambiente clássico, vista linda e cardápio em vários idiomas, inclusive em português. Pedi o que havia de mais típico francês do cardápio: um bife com pimenta, molho dos Deuses!!! Harmonizado com um tinto, também francês, Bordeaux Grave 2016, finalizei com creme brulee. Delícia!

Restaurante Le Cristal, oferece cardápio em português

Baterias carregadas, bora continuar a pernada. Agora vem a parte menos glamorosa do dia, mas eu amei. Fui na rua dos brechós!!! Gente tem roupas de um euro! UM EURO!!! Você fica louca lá. Bolsas, calçados, acessórios, têm de tudo. Não é só uma rua, são várias ruazinhas e ainda são cheias de cafeterias, bistrôs, pastelarias e tudo que você puder imaginar. Conte umas três horas para se perder nestas ruas porque vale a pena. Foi a coisa mais francesa que eu fiz por lá.

A Free’s’Star é uma das melhores da rua

Continuando minha jornada, passei pela Catedral de Notre-Dame. É uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. A tarde estava linda, os jardins em volta floridos e muitos ipês rosas. Parecia uma pintura e não um cenário real.

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Catedral de Notre-Dame

No fim do dia, se você não for um atleta, vai estar acabado. Eu não tinha mais pernas e minha coluna queria fugir do meu corpo, então resolvi voltar para ver a Torre à noite. Ela fica linda! Toda iluminada, e em determinada hora as luzes piscam, é magnetizante. Comi macarrons, sentada na escadaria da ponte em frente, enquanto admirava as luzes, a lua, o Rio Sena. Mas não esqueci que cada macarron grande custou 4,50 euros! Carezésimo. Mas, como eu havia descoberto o brechó, achei que compensou.

                                             De volta à Torre, macarrons e luzes

Fiz tantas coisas em um único dia, foi incrível, foi mágico, foi parisiense! Me apaixonei sim! Confesso. Me apaixonei perdidamente pela Torre Eiffel! Por isso, este rótulo de cidade do amor, não tem como ir até Paris e não sentir o coração bater mais forte. O meu dava pulos fervorosos.

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Meu percurso completo

Espero que tenha curtido.
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3 respostas para “Reportagem: Me apaixonei em Paris”

  1. O roteiro com as dicas acima é excepcional . Cidade do Amor, não sei não ! tenho minhas dúvidas por acreditar que para isso você deve estar bem acompanhado pois sozinho então será questão de história pura. Nesse ponto eu sou apaixonado, pois imaginar quantas coisas já aconteceram nessa cidade é coisa incrível. É uma volta ao passado. Mas a única coisa que lamentei quando estive em Paris foi a questão do atendimento e cordialidade das pessoas: se você falar francês – ótimo, em inglês – mais ou menos, ou se for por aventura e no improviso , então………. tu tá ferrado.

    Curtido por 1 pessoa

      1. Ohhhh PATI então você é a exceção da exceção pois muito com muitos amigos também aconteceu o mesmo. Os caras lá simplesmente viram as costas para você como se a gente fosse um zero, um nada. Somente na França aconteceu isso comigo. Sou loucamente apaixonado pela Itália e tudo que tem lá. Povo, cidades, história, comida, vinho e etc. Tenho ótimas histórias de lá, tipo um Sr em Roma dono de um pequena loja de tintas e outros relacionados a pintura, ao me reconhecer como Brasileiro, fechou a loja e passamos a tarde inteira bebendo, comendo, contando histórias. Tive mais problema para voltar onde estava que era a Instituto Superior de Polícia. Mas valeu demais.

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