Crônica – Tinderizando cazamiga II

Maio/2015 – Depois de muitas risadas com minha experiência, exclusivamente científica, navegando no Tinder (contei tudo aqui, no ano passado), desta vez resolvi criar um perfil real. Isso mesmo, aderi ao Tinder, com direito a fotinhos e texto de perfil. Ridículo, vergonhoso, insensato, deem o rótulo que preferirem. O fato é que tá beeeeem difícil encontrar um homem decente e, nesta altura do campeonato, achei que valeria à pena.

O que posso dizer? Mais uma vez, dei mil risadas. Entre um criador de tigres, que me xingou, porque eu perguntava muito sobre os felinos, e um estudante de 35 anos, que foi logo avisando que não trabalhava, não tinha carro, e que vivia da pensão dos pais, conheci um hyppie que não falava o meu idioma. Explico: ele falava português, mas, em sua “viagem”, não entendia o por que de eu estar no Tinder.

Senhor, dei-me paciência. Resolvi me livrar do “maluco beleza”, de um jeito que ele pudesse entender. Sendo assim, inventei que eu era de uma seita secreta só para mulheres, e que, uma vez por ano, fazíamos um ritual, onde cada “irmã” precisava levar um homem e era pela busca deste homem que eu estava no aplicativo.

Continuei, detalhando que o convidado deveria ser um completo estranho para que o ritual de purificação fosse eficiente. Ele ficou interessado, e eu, me divertindo com aquilo, fui ainda mais criativa, para ver até aonde ele iria. Disse que deveria usar roupas brancas, pés descalços, e que não poderia ser fumante.

Ele continuou interessado. Então, resolvi dificultar: avisei que ele não poderia comer carne, beber bebidas alcoólicas, e que teria que tomar chá de guaco três vezes ao dia, a partir de então (não sei de onde tirei essa última).

Nada de desistência. Acrescentei à lista de exigências a abstinência sexual até a data do ritual, que seria dali a um mês. Rá, agora ele deu pra trás! Reclamou que isso já era demais e eu tentei persuadi-lo, garantindo que, após o ritual, ele poderia escolher qualquer irmã para consumar um “ato carnal”.

Interessado de novo! Mas quando eu o informei que ele iria vendado até o sítio isolado onde aconteceria o ritual noturno, ele sumiu. Não respondeu mais. Fiquei no vácuo com um: “cadê vc?!”.

Ri horrores depois disso… Ah, e excluí o Tinder da minha vida.

Da série #CrônicasAntigas
Relembrando!

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